Quando era jovem ouvia dizer duas coisas sempre que debatíamos sobre política e sobre o Brasil:
O Brasil é o país do Futuro
A sociedade tem que participar da construção deste futuro
Hoje estou as voltas com estes dois chamados, mas já não tenho a mesma empolgação de antes... Estamos vivendo um país das versões, da liberdade de imprensa e dos fiscais, mas de uma total mordaça ao cidadão independente.
A mídia brasileira, dominada por empresários da comunicação, vem em conluio com algumas instancias de controle brasileira revertendo a ordem do Estado de Direito na defesa da mesma ordem.
Hoje a sociedade organizada em associações, oscips, OSs, esta sendo impelida a sair do jogo na gestão publica, principalmente aqueles que são sérios e tem nome a zelar.
A maneira como o nome de uma pessoa pode ir parar na mídia sobre uma suspeita de mal uso do recurso publico é muito injusto. Um procurador, promotor, delegado, investido de sua liberdade de investigação e pouco conhecimento do mundo real para a realização de projetos levanta suspeita e abre um inquérito. Pronto, um jornalista denuncia - e não se sabe como ele conseguiu as informações antes mesmo dos supostos réus serem informados.
Quantas vezes não ouvimos dizer no noticiário: a Rede tal conseguiu com exclusividade imagens de um inquérito, ou gravações de um processo. Como ? Um agente publico forneceu informação de graça? Porque uma emissora conseguiu e outra não, foi privilégio? Porque ninguém acha isto curioso?
As vezes da vontade de processar... aí o advogado te alerta:
1 -.. pra que criar caso com a imprensa, com o Ministério Público?
2 - Criar caso, mas eles falaram sem me ouvir, sem saber das coisas direito...
3 - Esquece, eles não vão te ouvir e vão te perseguir...
O que vale uma vida com currículo, ações, posturas publicas, resultados, dedicação a causas ambientais, sociais, culturais, ...?
O que vale a versão de um jornal ou de uma acusação que não se confirma após a veiculação na mídia?
Não se trata de defender picaretas ou muito menos de promover uma atitude corporativista, alias o grande mal da policia, da imprensa, da medicina, do parlamento, do Brasil.
Defendo a liberdade de expressão e não apenas da imprensa, defendo o contraditório, defendo as corregedorias formadas por comissões mista e não apenas dos pares profissionais.
Defendo um país justo, meritocrático e que permita a participação da sociedade civil organizada com regras claras, sem hipocrisia, se caixa dois, que valorize os profissionais pela competência, defendo uma sociedade que não se limite a criticar os errados, mas que valorize os que fazem bem feito.
Defendo promotores de justiça que promovam a justiça, fiscais das contas que fiscalizem os resultados e não apenas os papeis, defendo um ambiente justo com a possibilidade de uma justiça compartilhada pelas partes e não apenas feita a luz de uma só cabeça.
Defendo um país feito por todos nós.
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