imagine...
divinos brasis que vivi e vi............foto: rui faquini
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Rio+20, Mundo menos Consumo
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
A qualificação do Turismo para a Copa do Mundo
O Programa Bem Receber Copa é hoje um dos maiores exemplos de como a continuidade de políticas publicas é praticamente impossível no Brasil, e talvez os maiores culpados são justamente os que cobram isto.
Se o Plano Nacional de Turismo, feito por mais de 100 pessoas do Trade foi abandonado pelos últimos Ministros, o que dizer de um programa que se tornou o bode expiatório dos escândalos no Ministério do Turismo?
O Bem Receber Copa é talvez o único programa de qualificação do turismo criado dentro do ambiente institucional correto e validado por todos os entes do Trade Nacional, mas hoje é mais fácil ignorá-lo do que defende-lo. O próprio conselho de entidades fez questão de omiti-lo na sua carta ao novo Ministro e vai pagar o preço pelo medo. Mas vou fazer meu papel de quem foi, conferiu e gostou do que viu e contrariando a lógica de chutar cachorro morto vou elogiar.
O programa Bem Receber Copa nasceu dentro da Câmara de Qualificação do Conselho Nacional de Turismo, um grupo de pessoas escolhidas por seus pares dentro do Conselho. Nesta Câmara Técnica, ficou estabelecido o cerne do trabalho: Qualificar os profissionais linha de frente do turismo brasileiro, com foco nas cidades sedes da copa do mundo. Com este recorte, a equipe do Ministério do Turismo, através da Diretoria de Qualificação fez o dever de casa e definiu metas e diretrizes do Programa. Posso dizer que até discordo de algumas, mas elas foram criadas com coerência.
Depois dos objetivos, metas e territórios definidos o programa foi apresentado ao Conselho Nacional que validou a proposta. Ainda dentro do Conselho ficou estabelecido que as entidades do setor seriam os executores das ações, com a anuência de seus pares, e assim as entidades se reuniram e indicaram aquelas que tinham mais estrutura e experiência em gestão de projetos. Posso ate discordar de algumas, mas reconheço que o modelo de políticas públicas foi o mais coerente e transparente de todos os tempos.
Neste ponto o projeto Bem Receber Copa não pode ser confundido em hipótese nenhuma com os outros projetos suspeitos. Primeiro que não se tratam de emendas parlamentares, depois que tudo passou pelo Conselho Nacional e as entidades não são de fachada, mas sim instituições com anos de história a serviço do Brasil. Se bem ou mal, fica o julgamento de quem quiser, mas são entidades setoriais, o que é muito diferente de ONGs, pessoas físicas ou escritórios de fundo de quintal.
O programa então foi dotado de duas estruturas de apoio realizado por duas entidades de respeito: A FGV, que estruturou a metodologia geral de qualificação, avaliou e ajudou na elaboração dos planos pedagógicos e estruturou um sistema de avaliação do aprendizado; e a Casa Brasil, com sua equipe especializada em gestão de projetos, planejamento participativo e políticas públicas, que apoiou no plano de ação, acompanhou as entidades nos convênios, elaborou um banco de dados dos profissionais e empresas e de quebra desenvolveu um observatório que informa os passos, ações, agenda do programa, além de disponibilizar a maior biblioteca de produtos produzidos de qualificação no Brasil - www.observatoriobrc.com.br
Só não entendo porque os relatórios do TCU e as matérias jornalísticas dizem que não existe nada. Como podem afirmar isto sem ao menos investigar as ferramentas na internet? Qual programa para a Copa possui um observatório? Qual programa tem um grupo de planejamento e avaliação? Por que esse interesse em denegrir entidades e projetos críveis e reais?
Os resultados são muito bons para o caráter piloto, no observatório os números começam a ganhar dimensão e evidenciam que o programa esta no caminho certo. No Ministério do Turismo os técnicos estão com medo, não assumem mais nada. Os advogados do MTUR só pedem para as entidades devolverem os recursos, mesmo já tendo aprovados os projetos anteriormente, numa clara intenção de lavar as mãos.
Durante 18 meses o programa que saiu do zero já apresenta números bastante expressivos, com resultados surpreendentes e participação dos alunos. É um enorme desafio qualificar 300 mil pessoas para o atendimento internacional, não é do dia pra noite. Mas isto pouco importa, o que importa é achar culpados, mesmo que não fique provado.
Quem realiza as ações de qualificação são a Fundação Roberto Marinho que eu imagino deve entender alguma coisa de educação a distância, a ABIH uma das entidades de classe mais antiga do país e a mais antiga do turismo, são 70 anos de história, a ABRASEL com seus mais de 1 milhão de associados, enfim, entidades legítimas. Se alguém acha que existem fraudes é necessário provar, o ônus da prova é do acusador.
No caso do Bem Receber Copa acho que os resultados devem ser avaliados antes de serem julgados.
Por fim o Programa realizou dois seminários técnicos. Um com as entidades executoras e o Sistema S, e outros parceiros em São Paulo, e outro seminário em Brasília no final de 2010,quando apresentou os resultados, inclusive para o Ministério Publico e Tribunais de Contas, já que todos foram convidados a participar. Nestes eventos foram colocados a prova as metodologias e resultados.
Hoje vejo na portaria do Ministro que o Bem Receber Copa foi transformado em bode expiatório, livrando os convênios de emendas parlamentares do foco. E mais uma vez o Brasil vai ver uma oportunidade passar, jogando fora anos de desenvolvimento coletivo em nome de uma moral feita nos acordos de bastidores, negando mais uma vez o Conselho Nacional de Turismo e sua autonomia, mostrando em definitivo que os lideres do setor não serão ouvidos.
Neste paiol tem joio mas tem trigo, e pelo visto isto não faz a menor diferença.
sexta-feira, 11 de março de 2011
O desafio do Brasil e o terrorismo contra o terceiro setor
Quando era jovem ouvia dizer duas coisas sempre que debatíamos sobre política e sobre o Brasil:
O Brasil é o país do Futuro
A sociedade tem que participar da construção deste futuro
Hoje estou as voltas com estes dois chamados, mas já não tenho a mesma empolgação de antes... Estamos vivendo um país das versões, da liberdade de imprensa e dos fiscais, mas de uma total mordaça ao cidadão independente.
A mídia brasileira, dominada por empresários da comunicação, vem em conluio com algumas instancias de controle brasileira revertendo a ordem do Estado de Direito na defesa da mesma ordem.
Hoje a sociedade organizada em associações, oscips, OSs, esta sendo impelida a sair do jogo na gestão publica, principalmente aqueles que são sérios e tem nome a zelar.
A maneira como o nome de uma pessoa pode ir parar na mídia sobre uma suspeita de mal uso do recurso publico é muito injusto. Um procurador, promotor, delegado, investido de sua liberdade de investigação e pouco conhecimento do mundo real para a realização de projetos levanta suspeita e abre um inquérito. Pronto, um jornalista denuncia - e não se sabe como ele conseguiu as informações antes mesmo dos supostos réus serem informados.
Quantas vezes não ouvimos dizer no noticiário: a Rede tal conseguiu com exclusividade imagens de um inquérito, ou gravações de um processo. Como ? Um agente publico forneceu informação de graça? Porque uma emissora conseguiu e outra não, foi privilégio? Porque ninguém acha isto curioso?
As vezes da vontade de processar... aí o advogado te alerta:
1 -.. pra que criar caso com a imprensa, com o Ministério Público?
2 - Criar caso, mas eles falaram sem me ouvir, sem saber das coisas direito...
3 - Esquece, eles não vão te ouvir e vão te perseguir...
O que vale uma vida com currículo, ações, posturas publicas, resultados, dedicação a causas ambientais, sociais, culturais, ...?
O que vale a versão de um jornal ou de uma acusação que não se confirma após a veiculação na mídia?
Não se trata de defender picaretas ou muito menos de promover uma atitude corporativista, alias o grande mal da policia, da imprensa, da medicina, do parlamento, do Brasil.
Defendo a liberdade de expressão e não apenas da imprensa, defendo o contraditório, defendo as corregedorias formadas por comissões mista e não apenas dos pares profissionais.
Defendo um país justo, meritocrático e que permita a participação da sociedade civil organizada com regras claras, sem hipocrisia, se caixa dois, que valorize os profissionais pela competência, defendo uma sociedade que não se limite a criticar os errados, mas que valorize os que fazem bem feito.
Defendo promotores de justiça que promovam a justiça, fiscais das contas que fiscalizem os resultados e não apenas os papeis, defendo um ambiente justo com a possibilidade de uma justiça compartilhada pelas partes e não apenas feita a luz de uma só cabeça.
Defendo um país feito por todos nós.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Camas em chamas!

Em uma das apresentações mais emocionantes até agora no Palais, tive a honra de ver Kofi Annan, apresentando a campanha TCK TCK TCK, juntamente com Hervé de Clerck, do movimento Act Responsible, Bob Geldof, fundador do Live Aid e David Jones, CEO do grupo Havas.
Fiquei impressionado com a forte presença de Kofi Annan. O auditório lotado, aguardando o começo da apresentação, começa a aplaudir sem parar no momento em que ele entra, não dos bastidores do palco, mas pela platéia. Uma presença extremamente forte, mas com um jeito simples.
Hervé de Clerck abre contando uma história de um grupo de pessoas em um safári que resolvem parar próximos a um grupo de leões para observá-los melhor. Como era de dia, os leões estavam na maioria deitados, sem fazer nada, e as pessoas resolvem descer do jipe para olhar mais de perto. Ao perceber que os leões continuavam quietos, alguns jogaram umas pedras. Como era de se esperar, os leões começaram a se movimentar na direção do grupo, todos correram, exceto um. Pessoas do grupo então gritaram para que ele corresse de volta ao jipe, ao que ele respondeu com calma: "mas eu não estava jogando as pedras".
Após provar seu ponto de que não dá para ficar parado, Hervé de Clerck passou a palavra para Kofi Annan que fez um discurso contundente sobre a necessidade de nos movimentarmos. Na sequência, David Jones apresentou a campanha TCK TCK TCK, que tem o brilhantismo de ser "open source", ou seja, qualquer pessoa, marca ou companhia, pode usar os elementos da campanha para reforçar o movimento que pretende forçar as autoridades globais a tomarem decisões sobre o clima durante a reunião de Kopenhagen em Dezembro desse ano.
Ponto alto da campanha é a reedição da música "Beds are Burning" do Midnight Oil, com letra adaptada por eles mesmos.
Na sequência entra Bob Geldof. Difícil dizer as sensações que tive durante o discurso, mas definitivamente a maioria do auditório saiu dali com a clara certeza de que não estamos fazendo o suficiente pelo planeta e de que o agravamento da situação será mais rápido do que imaginamos. Após ser aplaudido de pé, seguiu-se uma pequena "muvuca" de pessoas em torno de moças distribuindo as plaquinhas da campanha, que com certeza terão o mesmo sucesso que teve a campanha "Live Strong" com as pulserinhas amarelas.
Do lado de fora do Palais, um enorme bloco de gelo com o logo da campanha, nos lembrava que o tempo está se esgotando.
TCK TCK TCK.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Dia do Meio Ambiente, viva o Minc
Quem diria que nosso ministro de colete seria esta grata surpresa....
A gestão ambiental neste país sempre foi um desafio para os gestores de bem, pois os métodos de algumas lideranças do setor industrial e do rural são realmente inacreditáveis.
O setor rural vem batendo recordes de incoerência apesar de alguns segmentos estarem no caminho certo, como o Sucroalcoleiro, seus gestores ainda são antigos e nem sabem o que estão fazendo.
Não se trata de ser ingênuo e impedir o desenvolvimento, mas sim de ainda não acreditar na visão de um setor que tem na sua condução uma pessoa como a Senadora e Presidente da Confederação Kátia Abreu e um Ministro como o Stephanes. Seria cômico se não fosse trágico.
A negociação ambiental no país lembra a metodologia dos barracões do garimpo, em que o patrão oferece o céu ao garimpeiro e na surdina o deixa escravo de sua profissão.
A negociação com o setor Rural, com raras exceções, beira o surreal, onde os homens de estado deste país lutam pela preservação das águas que o setor rural vai utilizar, e este mesmo setor se preocupa com seu insumo prioritário.
È uma luta ridícula, fazendeiro desmatando a nascente e reclamando do clima, fazendeiro queimando a floresta pra plantar soja, ao invés de aproveitar o recurso madeireiro para uma extração permanente.
E neste meio absurdo um Ministro com pinta de bicho grilo coloca um ritmo de negociação muito pragmática, questionada por alguns ambientalistas do passado, mas fazendo os licenciamentos andarem, aceitando condições por outras questões estruturantes, enfim fazendo o papel que o setor industrial e rural sempre pedia.
Mas em troca recebe uma sórdida campanha de bastidores, escura, pequena e sem nenhum escrúpulo.
O presidente ficou chateado com as declarações de Minc, mas devia sim é dar uma reprimenda no seu Ministro sem noção, o velho e antigo Stephanes, que com sua cara de pau de madeira de desmatamento ilegal, solapa nos bastidores com esquemas conhecidos de todos.
Continue Minc, mantenha o couro grosso, estamos atentos e apoiando suas ações.
Que os cara de pau paguem o preço pelas atitudes escrotas que andam proliferando e que a mídia apenas diga a verdade..... pois afinal nem tudo que é verde é ecológico.
domingo, 24 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
MULHERES POSSÍVEIS
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana,
vou ao supermercado duas vezes por semana, decido o cardápio das refeições, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os
consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria
modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye
vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável...
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor..
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente
organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir...
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos
mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso,
francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'.