imagine...

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divinos brasis que vivi e vi............foto: rui faquini

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Camas em chamas!



Em uma das apresentações mais emocionantes até agora no Palais, tive a honra de ver Kofi Annan, apresentando a campanha TCK TCK TCK, juntamente com Hervé de Clerck, do movimento Act Responsible, Bob Geldof, fundador do Live Aid e David Jones, CEO do grupo Havas.
Fiquei impressionado com a forte presença de Kofi Annan. O auditório lotado, aguardando o começo da apresentação, começa a aplaudir sem parar no momento em que ele entra, não dos bastidores do palco, mas pela platéia. Uma presença extremamente forte, mas com um jeito simples. 
Hervé de Clerck abre contando uma história de um grupo de pessoas em um safári que resolvem parar próximos a um grupo de leões para observá-los melhor. Como era de dia, os leões estavam na maioria deitados, sem fazer nada, e as pessoas resolvem descer do jipe para olhar mais de perto. Ao perceber que os leões continuavam quietos, alguns jogaram umas pedras. Como era de se esperar, os leões começaram a se movimentar na direção do grupo, todos correram, exceto um. Pessoas do grupo então gritaram para que ele corresse de volta ao jipe, ao que ele respondeu com calma: "mas eu não estava jogando as pedras". 
Após provar seu ponto de que não dá para ficar parado, Hervé de Clerck passou a palavra para Kofi Annan que fez um discurso contundente sobre a necessidade de nos movimentarmos. Na sequência, David Jones apresentou a campanha TCK TCK TCK, que tem o brilhantismo de ser "open source", ou seja, qualquer pessoa, marca ou companhia, pode usar os elementos da campanha para reforçar o movimento que pretende forçar as autoridades globais a tomarem decisões sobre o clima durante a reunião de Kopenhagen em Dezembro desse ano. 
Ponto alto da campanha é a reedição da música "Beds are Burning" do Midnight Oil, com letra adaptada por eles mesmos.
Na sequência entra Bob Geldof. Difícil dizer as sensações que tive durante o discurso, mas definitivamente a maioria do auditório saiu dali com a clara certeza de que não estamos fazendo o suficiente pelo planeta e de que o agravamento da situação será mais rápido do que imaginamos. Após ser aplaudido de pé, seguiu-se uma pequena "muvuca" de pessoas em torno de moças distribuindo as plaquinhas da campanha, que com certeza terão o mesmo sucesso que teve a campanha "Live Strong" com as pulserinhas amarelas. 
Do lado de fora do Palais, um enorme bloco de gelo com o logo da campanha, nos lembrava que o tempo está se esgotando.
TCK TCK TCK.
Leandro Cruz de Paula | 26/06/2009
M&M On lIne

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Dia do Meio Ambiente, viva o Minc

Quem diria que nosso ministro de colete seria esta grata surpresa....

A gestão ambiental neste país sempre foi um desafio para os gestores de bem, pois os métodos de algumas lideranças do setor industrial e do rural são realmente inacreditáveis.

O setor rural vem batendo recordes de incoerência apesar de alguns segmentos estarem no caminho certo, como o Sucroalcoleiro, seus gestores ainda são antigos e nem sabem o que estão fazendo.

Não se trata de ser ingênuo e impedir o desenvolvimento, mas sim de ainda não acreditar na visão de um setor que tem na sua condução uma pessoa como a Senadora e Presidente da Confederação Kátia Abreu e um Ministro como o Stephanes. Seria cômico se não fosse trágico.

A negociação ambiental no país lembra a metodologia dos barracões do garimpo, em que o patrão oferece o céu ao garimpeiro e na surdina o deixa escravo de sua profissão.

A negociação com o setor Rural, com raras exceções, beira o surreal, onde os homens de estado deste país lutam pela preservação das águas que o setor rural vai utilizar, e este mesmo setor se preocupa com seu insumo prioritário.

È uma luta ridícula, fazendeiro desmatando a nascente e reclamando do clima, fazendeiro queimando a floresta pra plantar soja, ao invés de aproveitar o recurso madeireiro para uma extração permanente.

E neste meio absurdo um Ministro com pinta de bicho grilo coloca um ritmo de negociação muito pragmática, questionada por alguns ambientalistas do passado, mas fazendo os licenciamentos andarem, aceitando condições por outras questões estruturantes, enfim fazendo o papel que o setor industrial e rural sempre pedia.

Mas em troca recebe uma sórdida campanha de bastidores, escura, pequena e sem nenhum escrúpulo.

O presidente ficou chateado com as declarações de Minc, mas devia sim é dar uma reprimenda no seu Ministro sem noção, o velho e antigo Stephanes, que com sua cara de pau de madeira de desmatamento ilegal, solapa nos bastidores com esquemas conhecidos de todos.

Continue Minc, mantenha o couro grosso, estamos atentos e apoiando suas ações.

Que os cara de pau paguem o preço pelas atitudes escrotas que andam proliferando e que a mídia apenas diga a verdade..... pois afinal nem tudo que é verde é ecológico.

domingo, 24 de maio de 2009

Assim como no átomo, núcleo e elétrons se mantém pela energia, corpo e espírito são indissociáveis.... ao final tudo se era...

sábado, 9 de maio de 2009

MULHERES POSSÍVEIS

Texto de Martha Medeiros para a Revista do Jornal O Globo
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana,
vou ao supermercado duas vezes por semana, decido o cardápio das refeições, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os
consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria
modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye
vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável...
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor..
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente
organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir...
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos
mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso,
francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'.

Martha Medeiros - Jornalista e escritora

sexta-feira, 1 de maio de 2009

dia do Trabalho

No dia do trabalho, no se trabalha, toma-se banho de cachoeira...

domingo, 8 de março de 2009

Observando os observatórios.....

Há algum tempo estamos envolvidos com alguns dilemas reincidentes no Turismo.

A baixa importância política e de investimentos do setor de turismo são frutos da falta de dados estatísticos econômicos e de uma estratégia de divulgação dos seus benefícios, e muito sugerem de pronto a necessidade de se edificar um observatório, isto é uma ferramenta ou instrumento de coleta e sistematização de dados que nos permitam gerar conteúdo e inteligência para o setor.

Nas minhas andanças pela banda larga, tenho observado que muitos observatórios foram criados pelo país, compreendendo a importância das justificadas causas citadas. Quase em sua totalidade os Observatórios são frutos da parceria entre o estado e as universidades e praticamente todos se voltam para a construção de um grande banco de pesquisas, dados estatísticos e conseqüentemente informações, profissionais e artigos. Nada mal.

No entanto, não efetivamos o que deveria ser uma base de dados que nos permita a qualquer tempo e hora, buscar relatórios de interesse mercadológico, institucional e mesmo acadêmico, pois não temos os dados organizados em uma base amigável.

Os dados estão nas pesquisas e nos relatórios, então precisamos padronizá-los, montar planilhas a cada vez que quisermos criar um cenário.

Os empresários sonegam informação, e sem os dados lá se vão as possibilidades de desenhar a sazonalidade, o impacto do turismo na economia local, o número de empregos, enfim, lá se vai a nossa chance de montar um espelho de nossa atividade.

Para a Academia, as bibliotecas virtuais e as pesquisas disponíveis já atendem bem. Para os empresários alguns números dos “outros” já atendem bem.

Para os Governos este negócio de dados é coisa do Planejamento, ficamos livres de ter que pensar.

Como se não bastassem as dificuldades inerentes a nossa atividade, intensiva em informalidade, ainda sobram os ciumentos de plantão, sonegando parcerias entre entidades, muito maiores dos que suas passagens por elas.

Quando ainda era Secretário de Turismo de Goiás tive que escutar de muitos professores de turismo, que da matéria nada entediam, que só realizariam as pesquisas se o estado pagasse, mesmo sabendo que o papel das universidades num “cluster” é fazê-las. Foram muitas as vezes que certos professores preferiam realizar pesquisas em destinos insignificantes com o discurso da liberdade acadêmica, do que juntar os esforços numa pesquisa coletiva entre as universidades. Aliás as universidades nunca conseguiram trabalhar juntas, e desperdiçam milhares de alunos e horas de professores em repetir coisas inúteis sem ao mesmo utilizar a mesma ficha, o que permitiria ao longo dos tempos consagrarmos uma série histórica.

Parece que estou fora do tempo, não sei se na frente ou atrás, só sei que do que conheço (até onde permite meu conhecimento) de TI, nós estamos desperdiçando muitos milhões de reais em projetos pessoais e que não estão edificando inteligência competitiva. E viva a Portugal.

 

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Afundando as Fundações e ONG´s....

A busca por culpados e não por soluções... está tem sido uma tônica social brasileira. O falso moralismo leva a corruptos controlarem os gastos públicos, fofoqueiros pedirem liberdade de expressão, e por fim adúlteros acusarem os amantes.....

O caso das Fundações e das ONG,s é mais ou menos assim.

A OAB pede moralidade, mas esquece que também é uma ONG, que não prestas contas ao TCU e ninguém nunca fiscalizou seus concursos.

Um fato não pode destruir uma imagem construída ao longo de anos e sucessos como o caso das Fundações de Amparo a Pesquisa das Universidades.

O nosso pobre reitor desavisado da UNB deve ser punido, sua história deve ser contada, mas agora chegamos ao cumulo de acusar o Interventor da FINATEC porque contratou uma auditoria pra fiscalizar a própria FINATEC, não utilizando os serviços de auditoria da empresa que o fazia na época das denuncias.... é muita hipocrisia... aí fica difícil.

A Arte de destruir imagens no Brasil tem sido uma tônica, destruímos a imagem da aviação, da UNB, da FINATEC, de várias entidades e setores gloriosos, porque um ou outro cometeram equívocos.

Vamos fulanizar a culpa, as entidades não tem que pagar o preço dos maus gestores....

 

Cientistas criticam ataque às fundações

SBPC e Academia de Ciências dizem que verba para pesquisa perde agilidade sem as entidades de apoio a universidades

Não se pode punir toda uma comunidade por causa de um erro cometido por apenas parte dela, afirma o matemático Marco Antonio Raupp, presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência). Segundo ele, os desvios públicos investigados nos últimos meses em fundações de universidades federais não significam que essas entidades sejam um mal em si. 
Materia Folha de São Paulo, sábado, 07 de fevereiro de 2009